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| Première de documentário sobre Karabtchevsky está no Festival do Rio

10/10/2016 - Por Debora Ghivelder

O curta ‘IK 80’ foi feito há dois anos e mostra a relação do maestro com a Petrobras Sinfônica. O lançamento acontece nessa terça, dia 11, na Sala Cecilia Meireles, com direito a concerto da orquestra após a exibição.

Gigante da batuta brasileira, o maestro Isaac Karabtchevsky virou tema de filme. O curta-metragem IK 80, produzido pela Orquestra Petrobrás Sinfônica (Opes) em parceria com o diretor Bruno Vouzella, por conta do octogésimo aniversário do maestro, celebrados há dois anos, vai ganhar exibição pública dentro da programação do Festival do Rio. A première acontece nesta terça, (11), às 20h, com uma sessão especial na Sala Cecília Meireles,com apresentação da Petrobras Sinfônica. O programa reúne obras de Villa  e trilhas de filmes, com regência de Felipe Prazeres.

Com pouco mais de 20 minutos de duração, o documentário é dividido em quatro partes e desvenda os bastidores de uma grande orquestra, enfatizando o relacionamento do regente com o conjunto.

– O filme tem esse nome pomposo. Mas, não é pomposo. Mostra a relação de um maestro de 80 anos com a orquestra. Foi filmado  durante uma turnê que fizemos, há dois anos, e acompanha o meu dia a dia, com cenas de camarim e de bastidor. Eu acho muito interessante porque oferece uma visão do despontar de um concerto. Desde o primeiro contato do maestro com a orquestra até o palco. Acho uma experiência legal acompanhar esse processo – conta Karabtchevsky.

Aos quase 82 anos – a serem completados em dezembro – o maestro anda a toda e é só entusiasmo. Além da Opes, no Rio, ele também está à frente da Orquestra de Heliópolis, em São Paulo e finaliza o ciclo de gravações com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), das sinfonias de Villa-Lobos, pela Naxos.

– Este projeto da Osesp é inédito. As sinfonias, ao contrário de outras obras de Villa- Lobos, muito conhecidas de todos, estavam adormecidas. Foi preciso corrigir partituras e até recuperar trechos. A Osesp tem um grupo de musicólogos que se dedica à recuperação das partituras deterioradas – explica Karabtchevsky. – Além disso, continuo com meu trabalho com Heliópolis, com 1.300 alunos, o que é incrível, e com a querida Opes, aqui no Rio.

Diretor do documentário, Vouzella conta que acompanha a rotina da Petrobrás Sinfônica há seis temporadas. Há cinco anos, ele passou a integrar o projeto de programas na internet TV Opes. Quando o maestro estava para completar 80 anos, achou que o trabalho merecia registro, levou a ideia ao diretor executivo da orquestra, Mateus Simões, e levaram o projeto adiante:

– Foi pensado para a internet. É bem simples, filmado com uma única câmera. E é narrado pelo maestro Isaac Karabtchevsky, a partir de uma entrevista dada anteriormente à captação das imagens. Não quis gravar para o documentário com ele, porque a produção era um presente. E o recurso funcionou bem. Levamos coisa de um ano para finalizar e agora temos este lançamento no Festival do Rio. Depois, o filme deve rodar o circuito de festivais – disse o diretor.

Assista ao trailer: