|

Jorge Federico Osorio / Foto: Todd Rosenberg

| Pianista Jorge Federico Osorio faz sua estreia carioca

10/10/2016 - Por Equipe Tutti

Em seu primeiro recital no Brasil, que é também a sua primeira apresentação no Rio de Janeiro, o músico mexicano traz à Sala Cecilia Meireles um programa com Beethoven, Schubert e Debussy na sexta, dia 15

 

Tocando pela terceira vez no Brasil, o pianista mexicano Jorge Federico Osorio chega ao Rio de Janeiro para sua estreia na cidade: no sábado, dia 15 de outubro, ele faz um recital na Sala Cecília Meireles. Osorio é tido como um dos mais importantes pianistas do México e traz boas lembranças de suas visitas anteriores ao país.

– Tenho ótimas recordações do público brasileiro, sempre generoso, caloroso. Estive no Brasil pela primeira vez há muitos anos, para concertos com a Orquestra Sinfônica do México em Curitiba e São Paulo. A segunda vez, em São Paulo, toquei com a Real Filarmônica da Galícia. Desta maneira, esse também é meu primeiro recital no Brasil, já que outras vezes estive acompanhado por orquestras.

O programa é variado e faz jus ao seu vasto repertório. Ele abre a noite com a mais do que famosa Sonata Opus 27 nº2 , de Beethoven, a Sonata ao Luar.

– Uma das obras mais conhecidas do compositor, sim: sinto como se, de alguma maneira, eu estivesse saudando o público. E é uma peça fenomenal, com movimentos tão contrastantes.

Em seguida, Osorio apresenta a Sonata nº 21, D960, a última escrita por Schubert, numa “mudança bem dramática de dó sustenido menor a si bemol”, representando ainda para o intérprete a variedade de ambientes emocionais que uma obra para piano pode criar.

– Ela tem momentos muito comoventes, melancólicos, muita ternura, muita vida, muitas luzes, como toda a música de Schubert. O movimento lento é impressionante, soa quase como se compositor já pressentisse o fim de sua vida. Talvez estivesse fazendo um agradecimento com esta força, esta ternura.

Na segunda parte do recital, Osorio volta a apresentar uma pérola do repertório para piano: os Prelúdios de Debussy.

– A magia da música, para mim, consiste no fato de que a experiência de quem ouve é algo muito pessoal – por isso é tão importante a música ao vivo. Cada um dos Prelúdios de Debussy tem uma imensidão de colorido, de humor, paixão e, sobretudo, imaginação.

Nascido em 1951, na Cidade do México, Osorio é conhecido por uma carreira com muitas gravações – em sua discografia, registrou tanto a música russa de Mussorgsky, Prokofiev e Shostakovich  como a obra de Brahms e Beethoven. Ficou também conhecido como um destacado intérprete da música espanhola, por suas gravações de Albéniz, Falla, Granados e Soler. A escolha do piano em sua vida seguiu um caminho natural  – seu pai era violinista  sua mãe, uma importante pianista, Luz María Puente.  Estreou profissionalmente aos 16 anos e seguiu estudando nos Conservatórios de Paris e de Moscou.

– Tive a sorte de ter escolhido o piano, um instrumento que tem uma literatura fantástica. E penso que a educação musical dos jovens é algo muito importante. Se fosse dar conselhos, eu diria – sejam curiosos, utilizem o seu estudo cotidiano para  descobrir coisas, usem sempre a imaginação para desfrutar a música.