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Isaac Karabtchevsky (foto: Faio Rossi) / Nos detalhes, o solista Jean-Louis Steuerman e os compositores Rossini e Mozart

| Petrobras Sinfônica abre temporada 2017 sábado (18), com Karabtchevsky regendo peças de Mozart e Rossini

15/03/2017 - Por Luciana Medeiros

O concerto vespertino também inaugura o ano do Theatro Municipal e tem como solista Jean-Louis Steuerman

 

Gioacchino Rossini (1792-1868) foi precoce nas lides musicais – nem tanto como o fenomenal Mozart (1756-1791), mas estreou sua primeira ópera profissional aos 18 anos. Os dois, austríaco e italiano, eram tidos como personalidades joviais. Ambos legaram à história óperas memoráveis.

Isaac e Jean-Louis

Na primeira parte, o pianista Jean-Louis Steuerman toca o Concerto para piano nº 24 em dó menor, K. 491, peça representativa da última fase da vida do compositor. Aos 30 anos, já como músico independente em Viena, costumava compor e tocar seus concertos. Sua expertise em conjugar diálogo entre instrumento solista e orquestra era refinadíssima.

– A orquestra, em Mozart, não é mais um mero acompanhamento ou coadjuvante, mas parte integrante da peça, ou do drama, da comédia – aponta o regente titular e diretor artístico da Orquestra Petrobras Sinfônica, Isaac Karabtchevsky. – Rossini captou esse espírito e o transcreveu na sua obra de forma brilhante. E o ponto em comum entre os dois é que Rossini se inspirou fortemente nas óperas de Mozart. São compositores que se completam.

Cinco aberturas de óperas de Rossini compõem a segunda parte do programa:  das famosíssimas La gazza ladra (1817), O Barbeiro de Sevilha (1816), A Italiana na Algéria (1813), Guilherme Tell (1829) e da menos conhecida La scala di seta (1812). As aberturas são populares e contagiantes.

O concerto marca também os 45 anos de existência da Petrobras Sinfônica e os 30 de associação com a empresa patrocinadora, uma excepcionalmente longa associação.

– Essa é uma afirmação maravilhosa de que ainda é possível estabelecer vínculos entre empresas e associações culturais; quase um milagre, diria – analisa o regente, que assumiu a direção da Opes em 2004. – A orquestra tem se renovado, em busca de novos públicos e novos palcos, inclusive mais próximos do cotidiano como shopping centers, e de maneira temática. Está desenvolvendo uma dinâmica criativa que poderia ser imitada por outras orquestras brasileiras.

O maestro repete algumas vezes a palavra “criatividade”, em especial quando envereda pelo momento da economia nacional. “Dramático”, diz ele.

– Nunca testemunhei, nos meus longos anos de atividade aqui no Rio, desde que me tornei titular da OSB em 1969, uma situação tão complicada. É um desmonte. Uma das saídas é termos paciência: tenho certeza de que vamos sair da crise. Pode demorar, mas o Brasil há de se recuperar. E criatividade para achar fórmulas condizentes com o atual momento, agregando públicos novos.

 

Programação

 Isaac Karabtchevsky, regente |  Jean Louis Steuerman, piano

 Wolfgang Amadeus Mozart – Concerto para piano nº 24 em dó menor, K. 491

 Gioacchino Rossini – Abertura da ópera La gazza ladra /  Abertura da ópera O Barbeiro de Sevilha / Abertura da ópera A Italiana na Algéria / Abertura da ópera La scala di seta / Abertura da ópera Guilherme Tell

 Serviço

18/3 (sábado), 16h

Theatro Municipal do Rio de Janeiro – Praça Marechal Floriano s/nº, Centro – Rio de Janeiro – Telefones: (21) 2332-9191 e (21) 2332-9238 – Capacidade: 2236 lugares

Ingressos: R$ 96 (plateia e balcão nobre); R$ 50 (balcão simples); R$ 20 (galeria); R$ 576 (camarote e frisa). Desconto de 50% para idosos e estudantes.

Ingressos na bilheteria e no site www.ingresso.com.br   

Classificação: livre