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Recital de cravo na Escola de Música da URFJ / Divulgação

| O cravo entra em destaque no Rio, com debates e  recitais

03/10/2016 - Por Luciana Medeiros

A XIII Semana do Cravo homenageia o decano Roberto de Regina, em seus 90 anos. Evento se estende até esta quarta, dia 5

Único evento do gênero no país, a XIII Semana do Cravo, criada e coordenada pelo cravista Marcelo Fagerlande em 2004, recebeu em suas 13 edições, sempre na Escola de Música da UFRJ, no Rio, diversas gerações de cravistas brasileiros além de convidados internacionais. A programação se inicia nesta segunda, dia 3, e segue até esta quarta.

Esse ano, o encontro homenageia o nonagenário Roberto de Regina, uma das figuras mais importantes – e ativas – do instrumento no

Fagerlande e de Regina

       Fagerlande e Roberto de Regina

Brasil, que faz uma palestra na abertura.

– Tudo o que se refere a cravo no Brasil acontece graças a esse mago que é o Roberto, um jovem de 90 anos redondos e cheio de energia – pontua Marcelo. – O tema da sua aula de abertura são os aspectos acrobáticos da prática do cravo, alinhadíssimo com as Olimpíadas.

O encontro é voltado para estudantes, instrumentistas, professores e pesquisadores mas tem portas abertas para o público – tanto nos debates quanto nos recitais com entrada franca (programação abaixo), todos a cargo de estudantes de cravo.

Já a parte acadêmica e educacional tem participação de 25 alunos e professores de sete instituições de cinco estados brasileiros. São mesas-redondas sobre pesquisa histórica, ensino, inserção no mercado e preservação de instrumentos históricos, entre outros campos. Também será oferecida uma rara oficina de manutenção de cravos, com o luthier Cesar Guidini, de Americana, São Paulo.

– O cravo tem um aspecto artesanal: no dia a dia a gente afina, troca cordas quando necessário – diz o fundador do evento.

Marcelo lembra que a criação da semana se inspirou no desejo de estabelecer uma troca e uma referência brasileira para os alunos, professores e instrumentistas de cravo:

– Minha geração voltou os olhos para o exterior, mas hoje há um campo florescente aqui no Brasil. E como passamos a nos encontrar, a atividade cravística fora do Brasil passou a ser um bônus. Esse foi e continua sendo o motor desses encontros, mesmo que muitas vezes não tenhamos qualquer apoio financeiro para a realização. Fazemos assim mesmo.

(Veja o serviço na agenda de eventos)