Oratório

Nascido na Itália, durante a Renascença, o oratório é um gênero de composição musical cantado e com conteúdo narrativo. Aproxima-se, em estrutura, à ópera, com coros e recitativos, mas não é  peça destinada à encenação. Em geral, os oratórios têm temática religiosa, com questões  extraídas das escrituras sagradas, entremeadas por narração intensa, perpassadas por uma carga dramática e com poucos diálogos.

Monteverdi

Ainda que estejam associados ao caráter religioso, existem alguns oratórios que versam sobre temas profanos. O compositor Claudio Monteverdi (1567-1643) é o responsável pelo primeiro oratório de natureza profana, Il Combattimento di Tancredi e Clorinda.

O termo vem da Congregação do Oratório, uma comunidade de apóstolos criada em 1565, na cidade de Roma, por São Filipe Néri, que produzia espetáculos de música sacra, no período que transcorreu de 1571 a 1594. A primeira temática abordada foi a Paixão de Cristo, que ainda hoje inspira outros criadores.

     Haendel

Durante o período Barroco, o gênero floresceu, especialmente pelas mãos de  Georg Friedrich Händel, autor dos oratórios como O Messias e Judas Maccabeus,  e de Johann Sebastian Bach, com suas paixões . É de Bach aquela que é apontada como o maior clássico do gênero: A Paixão segundo São Mateus.

Em meados do século XVII os oratórios passaram por um processo de secularização, sendo levados nas cortes e também em teatros públicos.

No Classicismo, o gênero foi explorado por Franz Joseph Haydn, autor de A Criação e As Estações. No período romântico, o oratório foi menos visitado, embora tenham surgido algumas obras de peso como o Elias de Felix Mendelssohn.

 

Aqui, Karl Richter conduzindo a Münchener Bach Orchester na primeira parte da Paixão Segundo São Matheus  de Johann Sebastian Bach.