Opereta

A opereta ‘um gênero de espetáculo leve que combina canções, diálogos falados e dança. Foi extremamente popular em meados do século XIX e início do século XX.

É considerada uma variação da ópera, mas também, de certo modo, a origem do musical como conhecemos hoje. Por sua vez, teve origem na opéra comique, que ia se tornando mais séria. Carmen, de Georges Bizet, por exemplo, que estreou em 1875, era classificada como comique.

Em 1848, o francês Hervé (1825-1892) apresentou uma versão de D. Quixote que pode ser considerada ponto de partida para o novo bataclangênero. É deste autor a conhecida paródia de Fausto, de Gounod, chamada Le Petit Faust (1869).

171-099-000-webimageO grande pulo na popularização da opereta teve à frente Jacques Offenbach (1819-1880), levando aos palcos parisienses sucessos com fortes elementos de erotismo. É dele a opereta Ba-ta-clan.

Já Johann Strauss II (1825-1899) compôs a mais montada de todas as operetas, O Morcego (Die Fledermaus, 1874) – por acaso, com libretistas que compunham com Offenbach. O austro-húgaro Franz Lehár (1870-1948) assinou outro sucesso perene, A Viúva Alegre (The Merry Widow – Die lustige Witwe).

Na Inglaterra, os nomes de proa do gênero foram Arthur Sullivan (1842–1900) e W.S. Gilbert (1836–1911) , na Era Vitoriana, cujo título mais conhecido é The Pirates of Penzance. Nos Estados Unidos, Scott Joplin (1868-1917) compôs Treemonisha e Leonard Bernstein (1918-1990), Candide, baseada em Cândido, de Voltaire.

Em tese, os musicais teriam evoluído do teatro, enquanto as operetas viriam da ópera, mas a fronteira é muito indistinta – e talvez, desnecessária.

Ouça aqui trecho da opereta de Scott Joplin, Treemonisha: