Bolero, de Maurice Ravel
Maurice Ravel

Maurice Ravel

Criada em 1928, é a obra mais conhecida do compositor francês Maurice Ravel (1875-1937), e uma das mais populares de todo o repertório clássico. De acordo com a Sociedade de Autores, Compositores e Editores de Música da França, uma execução do Bolero começa a cada dez minutos no mundo.

Ravel tinha concordado em escrever um balé com certo tempero espanhol para sua amiga, a dançarina russa Ida Rubinstein (1885-1960). A ideia inicial era fazer uma transcrição orquestral da suíte para piano Ibéria, de Albeniz (1860-1909). Mas, quando soube que os direitos para orquestração da obra tinham sido passados ao regente Enrique Arbós, Ravel decidiu criar ele mesmo uma nova partitura. A melodia simples é repetida por 169 vezes, em crescendo, até finalmente liberar a tensão reprimida em uma explosão catártica.

Bolero, com coreografia assinada pela grande Bronislava Nijinska (1891-1972) estreou na 61ac684uxolÓpera de Paris e foi recebida com estardalhaço por uma ruidosa plateia que aplaudia e berrava. Uma mulher foi ouvida gritando: “O louco! O louco!” referindo-se ao compositor. Quando Ravel soube do ocorrido, teria respondido: “Aquela mulher… ela entendeu”.

Sucesso desde a estreia, o Bolero já foi executado pelos mais renomados maestros e pelas mais importantes orquestras. Aparece na trilha de um punhado de filmes. Em 1961, o dançarino e coreógrafo Maurice Béjart (1927-2007) criou sua versão para o Bolero, tornando-a uma de suas obras mais importantes. Em 1980, a coreografia de Béjart foi dançada pelo bailarino argentino Jorge Donn (1947-1992) no filme Retratos da Vida, do diretor francês Claude Lelouch.

Em janeiro de 2016, a obra entrou em domínio público.

Abaixo, a peça de Ravel na coreografia de Béjart: