Batuta
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       Herbert Von Karajan em 1941

Pequena vara usada pelos regentes para marcar o compasso à frente da orquestra ou do coro, usada desde o século XVIII. Há notícias de Beethoven regendo com batuta. Antes disso, o compasso era marcado por um bastão percutido contra o chão – Jean-Baptiste Lully (1632-1687), o compositor da corte de Luiz XIV, morreu de gangrena em consequência de um acidente com o tal bastão, com que atingiu o próprio pé.

Batutas, hoje em dia, são feitas de madeira leve, fibra de vidro ou de carbono, com um complemento – normalmente um “nó” para dar firmeza- que pode ser também de madeira, de cortiça ou alumínio. As batutas de muitos regentes são especialmente encomendadas. A média de comprimento fica entre 25 e 40 cm.

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Igor Stravinsky em 1929

Em 1844, Wagner regia com uma batuta feita de ébano com aplicações de marfim.

Leonard Bernstein disse uma vez: “Se o maestro usa uma batuta, ela tem que ser algo vivo, carregada de uma eletricidade, uma energia que a faz transmitir sentido e intenção no mais minúsculo movimento”. Já Pierre Boulez nunca usava batuta, assim como Kurt Masur, Yuri Temirkanov,Leopold Stokowski e Dimitri Mitropoulos, entre outros.