Arthur Rubinstein
O jovem Arthur - 1906 Imagem da Biblioteca do Congresso

         O jovem Arthur – 1906
         Imagem da Biblioteca do Congresso

Polonês de Lodz, Arthur Rubinstein (1887-1982) foi um dos grandes pianistas do século XX. Nascido em uma família judaica, começou a tocar aos 3 anos de idade. Aos 6, fez sua primeira apresentação pública e dois anos depois, ingressou no conservatório de Varsóvia. Teve aulas com Ignacy Jean Paderewski, um dos grandes pianistas românticos. Da Polônia seguiu para Berlim, onde prosseguiu com seus estudos. E em 1906 esteve pela primeira vez em Nova York quando se apresentou. Em Paris, vira professor de piano e atua como intérprete militar em Londres, ao longo da Primeira Guerra Mundial.

Muitos compositores dedicaram-lhe obras. Manuel de Falla foi um e Stravinsky foi outro. Villa-Lobos, que o pianista conheceu em uma visita ao Brasil, em 1919, também reservou-lhe uma peça. Rubinstein foi um entusiasta da obra do compositor brasileiro e, em sua homenagem, Villa escreveu Rudepoema, obra de 1926.

Desde seu retorno, em 1937, aos Estados Unidos, sua reputação de grande intérprete estava formada e seguiu inabalada. Ele obteria a cidadania americana em 1946, já que passou a viver no país desde a Segunda Guerra Mundial. Rubinstein tocou pelo mundo inteiro, gravou muito e fez a da música de Chopin sua maior especialidade.

Rubinstein, acima de tudo, sabia se comunicar com sua plateia. Um bon vivant, passava na música a alegria tanto de viver, como de tocar.Fazia isso com muito charme já que, além do talento natural para o piano, detinha uma personalidade extraordinária. Como escreveu a seu respeito Harold C. Schonberg (1915-2003), um dos mais temidos e respeitados críticos de música norte-americano: “É claro que o encanto foi reforçado pela mente de um músico excelente, e pelos dedos de um técnico espetacular. Rubinstein perseguiu um tom grande, sonoro, dourado do instrumento, e seus dedos estavam no comando total de qualquer coisa em seu repertório”.

Rubinstein na TV em 1968

   Rubinstein na TV em 1968

Ainda sobre Rubinstein, Schonberg escreveu: “Vladimir Horowitz pode ter uma técnica mais reluzente, Rudolf Serkin pode ter um jeito melhor com música alemã, Rosalyn Tureck mais afinidade para Bach, Sviatoslav Richter para Prokofiev e Scriabin, e Claudio Arrau podem ter um repertório maior. Mas nenhum pianista colocou tudo junto como Rubinstein fez. Outros podem ser superiores em coisas específicas, mas Rubinstein é o pianista completo”.

Arthur Rubinstein morreu em dezembro de 1982, em Genebra, na Suíça. Seu lugar no rol dos grandes pianistas do século XX está assegurado. Ele foi um titã, que será lembrado não só pela técnica soberba, o toque dourado e a alegria, mas também pelo seu humor, suas incontáveis histórias e frases de efeito.