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Ole Bohn / Foto:Divulgação

| Cordas australianas nesta sexta (12), no Espaço Guiomar Novaes

10/01/2018 - Por Debora Ghivelder

De passagem pelo Rio, o violinista norueguês Ole Bohn apresenta em recital os seus alunos do Conservatório de Sydney

O violinista norueguês Ole Bohn é velho conhecido dos cariocas. Bate ponto no Brasil anualmente há 25 anos e já se apresentou na cidade diversas vezes. Fã do Rio, do Brasil e dos brasileiros, costuma dizer que, aqui, sente-se em casa. De passagem pelo Rio e a caminho do Femusc, em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, ele faz uma escala na Sala Cecília Meireles para um recital: seus alunos do Conservatório de Sidney, na Austrália, apresentam no Espaço Guiomar Novaes nesta sexta (12).
Os violinistas Victor Avila, Mark Chen, Amy Huang, Victor Li, Wendy Kong , Maxine Poon e o violista Carl Lee estarão acompanhados do piano de Kátia Baloussier. O programa é bem interessante, com peças pouco conhecidas dos cariocas como as de Bjarne Brustad e Ludwig Louis Spohr.
– São obras da literatura de violino e viola. Começa com um Duo para violino e viola do compositor alemão Louis Spohr,  hoje quase esquecido, mas cujo legado está vivo, já que criou a escola alemã de violino. Também se ouvirá a música de Johan Sebastian Bach, Ravel e uma peça virtuosística de Pablo de Sarasate. Além disso, serão mostradas duas peças importantes do século XX: Cadenza para violão solo de Penderecki e Fairytale Suite do compositor norueguês Bjarne Brustad. Acredito que nunca tebham sido tocadas no Brasil – respondeu Bohn por email.
Dono de reconhecida carreira como solista e camerista, Bohn dá aulas no Conservatório de Sydney desde 2009.
– Ensino os alunos dos programas de bacharelado e doutorado.  Também dou aulas no programa Rising Star, direcionado para estudantes talentosos antes de entrarem na universidade. No concerto estaraão vários desses violinistas.
Habituado com o Brasil, ele tece impressões a respeito das similaridades entre os músicos daqui e da Austrália.
– Na música, não há fronteiras. Existe apenas o idioma musical! Os australianos e os brasileiros têm em comum o fato de todos quererem ser bons intérpretes. Os músicos brasileiros também têm uma grande tradição musical popular, que os australianos não têm. Infelizmente, parece que os músicos brasileiros têm dificuldade em viver de maneira decente como músicos. Trabalhar por meses sem salário seria impossível na Austrália. Minha simpatia está com meus colegas brasileiros que lutam muito o dia e ainda atuam no mais alto nível.

Alunos de Oleg Bohn do Conservatório de Música de Sydney, Austrália.

Quando: Sexta, 12 de janeiro, às 18h30
Onde: Espaço Guiomar Novaes – Rua da Lapa, s/n, Centro, tel: 2332-9223
Ingressos: R$ 10,00 (R$ 5,00 para estudante e idosos)