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Orquestra Petrobras Sinfônica/Foto:Divulgação

| Clássica e popular – Petrobras Sinfônica 2018 se aproxima de outros gêneros

22/01/2018 - Por Debora Ghivelder

O rock de Pink Floyd está entre as inovações trazidas pela orquestra na temporada deste ano para chegar perto da música popular e de um público que desconhece o universo sinfônico

Isaac Karabtchevsky/Foto: Fabio Rossi

A temporada de 2018 da Orquestra Petrobras Sinfônica intensificará uma aproximação entre o clássico e o popular, caminho que começou a ser trilhado, com êxito, no ano passado.

A Opes trouxe para junto de si Nando Reis e sua música e também o repertório dos Los Hermanos, estrela do espetáculo Ventura Sinfônico, que integrou a série Álbuns do conjunto. A Orquestra ainda fez, em dezembro último, no palco do Municipal, Thriller Sinfônico, celebração dos 35 anos do icônico disco de Michael Jackson. As séries mais tradicionais, a Djanira e a Portinari, terão quatro concertos cada uma e a programação está ancorada nas muitas efemérides que o ano marca.

– Temos as comemorações de nascimentos de Gershwin, Bizet, Bernstein, Gounod, Vivaldi e Puccini, além do centenário da morte de um dos maiores artistas de todos os tempos, Debussy – destaca o diretor artístico e regente titular, Isaac Karabtchevsky. – A orquestra ampliou seu repertório, ampliando a abordagem maior da música popular. Considero um passo importante, porque trazemos aquele público que não tem nenhum ou pouco contato com a orquestra e com o universo da música de concerto.

Entre as ações para democratizar a música clássica e renovar o público do gênero, a Opes começou o ano lançando “O Clássico é Reggae”. Esse quarto EP da série “O Clássico é…” faz uma homenagem ao gênero jamaicano, com versões inéditas de Andei só (Natiruts), Minha felicidade (Roberta Campos), Um anjo do céu (Maskavo), Aonde você mora (Cidade Negra) e Segue o baile (Braza). O lançamento já chegou às plataformas digitais em parceria com a Deck e arranjos do músico Ricardo Cândido.

Nessa linha de ação, já estão confirmadas apresentações de Thriller Sinfônico e a OPES vai revisitar o clássico The dark side of the moon, álbum do Pink Floyd, com regência do maestro Isaac Karabtchevsky; Ventura sinfônico terá uma última apresentação de lançamento do CD e DVD — registro ao vivo disponibilizado na última semana nas plataformas de streaming —, em abril; uma homenagem à música nordestina está sendo desenhada, assim como um concerto especial da série “Clássico é…” para a Copa do Mundo; e novas apresentações do sucesso infantil Arca de Noé.

Séries Djanira e Portinari

A temporada clássica terá início no dia 9 de março, com um encontro inédito entre o diretor artístico e regente titular Isaac Karabtchevsky e o pianista Fabio Martino. A apresentação relembra os 120 anos do nascimento do compositor norte-americano George Gershwin, com Concerto para piano em Fá, Abertura Cubana e Um Americano em Paris. Karabtchevsky destaca também a presença de Kaddish, de Bernstein, que marca a comemoração do centenário de nascimento do compositor envolve a participação de coro sinfônico e de crianças, de um soprano solista e um narrador. A regência estará a cargo do próprio regente titular. Caberá ao espanhol Francisco Valero-Terribas comandar a noite que terá no programa Piedade – Suíte Sinfônica, de João Guilherme Ripper, baseada na ópera realizada pela Petrobras Sinfônica em 2012. Completam o repertório Concerto para violino em Ré, Op. 35, de Erich Wolfgang Korngold, com Cármelo de los Santos como solista, e  O Mar, de Claude Debussy, lembrado em 2018 pelos 100 anos de morte.

Já a série Portinari será iniciada em 19 de maio com uma dobradinha entre Karabtchevsky e Martino erepertório que inclui a abertura de O Barbeiro de Sevilha, por ocasião dos 150 anos do falecimento do compositor italiano Gioacchino Rossini, além do Concerto para piano em lá menor, Op. 54, de Robert Schumann, e Concerto para Orquestra, de Bela Bartók. Ainda entre os destaques, o poema sinfônico Prelúdio à tarde de um fauno, de Debussy, será apresentado em outubro por conta dos 100 anos de falecimento do compositor. A regência será do brasileiro Eduardo Strausse e terá Ricardo Amado, violinista da Orquestra Petrobras Sinfônica, como solista no Concerto para violino e orquestra, de Alban Berg. A Sinfonia nº 4 em mi menor, Op. 98, de Brahms, completa o repertório.

A venda para novos assinantes vai até 23 de fevereiro. O site é http://petrobrasinfonica.com.br/

Serviço:

Séries Portinari e Djanira

Galeria – R$ 35 / R$ 70
Balcão Superior – R$ 85 / R$ 170
Plateia e Balcão Nobre – R$ 165 / R$ 330
Frisas e Camarotes – R$ 990 / R$ 1980

DJANIRA 1 – 9 de março, 20h
Isaac Karabtchevsky, regente
Fabio Martino, piano

George Gershwin – Concerto para piano em Fá · Abertura Cubana · Um americano em Paris

DJANIRA 2 – 15 de junho, 20h
Isaac Karabtchevsky, regente
Márcio Sanchez, narrador
Soprano (a ser anunciado)

Coro Sinfônico (a ser anunciado)
Coro de Crianças (a ser anunciado)

Leonard Bernstein – Sinfonia nº 3 “Kaddish”

DJANIRA 3 – 17 de agosto, 20h
Francisco Valero-Terribas, regente
Cármelo de los Santos, violino

João Guilherme Ripper – Piedade – Suíte Sinfônica · Erich Wolfgang Korngold – Concerto para violino em Ré, Op. 35 · Claude Debussy – O Mar

DJANIRA 4 – 26 de outubro, 20h
Fedor Rudin, regência e violino

Mikhail Glinka – Ruslan e Lyudmila | Abertura · Sergei Prokofiev – Concerto para violino nº 1 em Ré, Op. 19 ·Georges Bizet – Sinfonia nº 1 em Dó

PORTINARI 1 – 19 de maio, 16h
Isaac Karabtchevsky, regente
Fabio Martino, piano

Gioacchino Rossini – O Barbeiro de Sevilha | Abertura · Robert Schumann – Concerto para piano em lá menor, Op. 54 · Bela Bartók – Concerto para Orquestra

PORTINARI 2 – 21 de julho, 16h
Neil Thomson, regente

Carl Maria Von Weber – O Franco-atirador | Abertura · Felix Mendelssohn – Sinfonia nº 1, Op. 11 · Edward Elgar -Variações Enigma, Op. 36

PORTINARI 3 – 6 de outubro, 16h
Eduardo Strausser, regente
Ricardo Amado, violino

Claude Debussy – Prelúdio à tarde de um Fauno · Alban Berg – Concerto para violino e orquestra · Johannes Brahms – Sinfonia nº 4 em mi menor, Op. 98

PORTINARI 4 – 24 de novembro, 16h
Isaac Karabtchevsky, regente
Hugo Pilger, violoncelo

Heitor Villa-Lobos – Sinfonia nº 6 | Lento · Fantasia para violoncelo e orquestra · Maurice Ravel – Pavana para uma Princesa Morta · Daphnis e Chloé: Suíte nº 2