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Claudio Cruz e Marco Pereira / Divulgação

| Baden e Caymmi para violão e orquestra

07/10/2016 - Por Luciana Medeiros

A Petrobras Sinfônica convida, nesse sábado 8/10, Marco Pereira como solista em concerto de tom brasileiro, com regência de Claudio Cruz, no primeiro encontro dos dois artistas no palco.

O conceito de “clássico” na música tem, cada vez mais, uma saudável elasticidade. É comum ouvir de artistas a frase “não existe erudito e popular, existe música boa e ruim”. Neste sábado, 8/10, o concerto da Petrobras Sinfônica no Municipal do Rio, às 16h, traz em seu programa duas peças do violonista Marco Pereira, onde ele trabalha canções de Dorival Caymmi e Baden Powell em suítes arranjadas para orquestra sinfônica.

Complementando a tarde, uma Abertura de Camargo Guarnieri e as Bachianas Brasileiras n. 7, de Villa-Lobos, uma das nove suítes compostas sob esse nome e que se tornaram referência no nacionalismo musical brasileiro. A regência é de Claudio Cruz, atualmente à frente da Orquestra Jovem do Estado de São Paulo. É a primeira vez que regente e violonista se encontram no palco.

– Tenho uma ligação forte com a música popular e trabalho constantemente com artistas da MPB, como Mário Adnet – diz Cláudio Cruz. – É um privilégio estar com Marco nesse concerto, um violonista, compositor e orquestrador de mão cheia. A música dele exige muito, não só do interprete como da orquestra. Não fazemos só aquela “cama”. É um trabalho extremamente virtuosístico.

O programa com Pereira tem Suíte das Águas (Fantasia concertante sobre temas de Dorival Caymmi) e Violão Vadio (medley para violão e orquestra com temas de Baden Powell), que dialoga com as peças de Guarnieri e Villa.

– Escolhi duas peças do chamado nacionalismo, que muitos teóricos preferem chamar de neo-folclorismo – continua o regente.- A Bachiana no. 7 é uma das minhas predileções pessoais, ao lado dos Choros 6 e 10: não tem uma nota fora do lugar, traz um pouco de choro, de toada. A Abertura Concertante, de Camargo Guarnieri, também mostra esse traço popular na melancolia do interior de São Paulo.

Serviço na agenda.